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O SUCESSO DA ESDI, A ESCOLA CARIOCA QUE SE TORNOU REFERÊNCIA GLOBAL EM DESIGN
 
 
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Notícia
O sucesso da Esdi, a escola carioca que se tornou referência global em design
Criado por PDPNet Knowledge Network ( NUMA / USP ) em 30 de Janeiro de 2009 - 17:09.
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Descrição:

Da Lapa para o mundo

O sucesso da Esdi, a escola carioca que se tornou referência global em design

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Por Mariana Durão http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0906/negocios/m0143530.html

EXAME O prédio da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), localizado em uma antiga vila do século 18 no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, não tem laboratórios modernos, visual futurista ou computadores de última geração. Suas instalações são tão precárias que a escola corre o risco de perder algumas de suas poucas máquinas tal é a sobrecarga no seu sistema elétrico. Vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a faculdade enfrenta ainda greves periódicas de seus funcionários. No entanto, esse cenário tão cinzento quanto os muros do velho prédio contrasta com uma performance de Primeiro Mundo. Há dois anos, a escola tornou-se a primeira instituição de ensino a receber o prêmio mais importante de design do mundo, o iFGold, concedido pelo International Forum Design, de Hannover, na Alemanha. Graças à reputação construída por professores e alunos, empresas como Motorola, Electrolux e Microsoft realizam incursões periódicas aos galpões da Lapa em busca de novos talentos e parcerias. No mês passado, mais um reconhecimento internacional: a Esdi foi eleita uma das 60 melhores escolas de design do mundo pela revista Business Week, ao lado de instituições como a Universidade Harvard e o Massachusetts Institute of Technology.

O sucesso da Esdi é, em grande parte, conseqüência da abordagem que a instituição tem do ensino de desenho industrial. Enquanto a maioria das escolas de design brasileiras tem foco em áreas como moda e criam objetos que se situam no limite entre produtos e obras de arte, a Esdi se pauta pelo rigor técnico e científico aplicado ao desenvolvimento de produtos de massa. A inspiração para o modelo de ensino veio da Alemanha, mais especificamente da Escola de Ulm, considerada a mais importante da Europa desde a Bauhaus. Uma das bases da Escola de Ulm é justamente preparar profissionais para atuar na indústria. O mesmo acontece na Esdi, que mantém uma bem azeitada política de parcerias com empresas e convênios com nove universidades na Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Finlândia e nos Estados Unidos, com as quais faz um intercâmbio anual de alunos e professores. Não à toa, as 35 vagas oferecidas pela escola a cada ano são duramente disputadas -- são 16 candidatos por vaga, uma procura quatro vezes maior que a de um curso semelhante na Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Nossa preocupação é trazer o mundo real para a sala de aula. Quanto mais fizermos isso, melhor será a formação do aluno", diz Gabriel Patrocinio, diretor da Esdi.

Em busca de design
Algumas das empresas que fizeram parcerias com a Esdi
Jcdecaux
Os abrigos de ônibus criados em parceria com a Esdi são utilizados pelas prefeituras de Salvador e Lisboa
Electrolux
Dois alunos da Esdi foram finalistas de um concurso para produtos do futuro que a empresa organiza com universidades de todo o mundo
Motorola
Premiada em dois concursos promovidos pela Motorola, a Esdi ganhou da empresa um novo laboratório de protótipos
Microsoft
Há quatro anos a empresa elege a Esdi para um programa de patrocínio a estudantes que desenvolvem novos conceitos de design
Fonte: Esdi

A BUSCA DO QUE PATROCINIO chama de "mundo real" já levou os estudantes da Esdi a participar, por exemplo, do projeto do interior do jato regional ERJ-145, da Embraer -- uma das primeiras parcerias da Esdi com o setor privado, firmada em 2001. "Foi uma experiência excepcional", diz o designer Pedro Garcia, diretor de arte da MRM Worldwide, agência do grupo McCann Erickson, em Londres, e formado pela escola em 2002. A Motorola mantém parcerias com a Esdi desde 2004. No ano passado, a empresa encomendou uma pesquisa voltada a novos usos para celular, como, por exemplo, emitir sinais eletrônicos para abertura da porta do carro ou da casa automaticamente. "Essa colaboração dos estudantes é revigorante", diz a designer da Motorola Beatriz Ardinghi, responsável pelas parcerias entre a empresa e as escolas na América Latina. "Eles não são pautados pelos parâmetros da indústria." Em contrapartida, a Motorola montou na Esdi o Motolab, laboratório que, entre outros equipamentos, possui uma máquina para a criação de protótipos avaliada em 30 000 dólares.

O maior reconhecimento à filosofia da escola tem vindo do exterior. A Esdi tem se destacado ao participar de grandes concursos internacionais, que quase sempre se desdobram em parcerias e novas oportunidades de aprendizado para os alunos. É o caso do Microsoft Design Expo, evento para o qual a empresa de Bill Gates convida apenas as principais escolas de design do mundo (desde 2003, a Esdi é selecionada para participar). Neste ano, os alunos Pamela Tailor, Jorge Gomes e Isabel Adler foram premiados com uma bolsa mensal de 500 dólares pela Microsoft para custear o projeto final de graduação, na área de internet. A fabricante de eletrodomésticos sueca Electrolux tem estratégia semelhante. Em 2004, os alunos Diogo Lage e Eduardo Cronenberger -- hoje sócios da Habto, empresa que brotou na incubadora da Esdi -- foram selecionados como finalistas no Electrolux Design Lab. Eles criaram o projeto de um refrigerador de duas portas com um frigobar destacável e ganharam uma viagem a Nova York para a final do concurso.

Agora, a nova fronteira para a escola carioca é o desenvolvimento de projetos de design sustentável, que vêm encontrando enorme demanda no mercado -- especialmente o internacional. A Esdi aguarda a aprovação de um financiamento de 2 milhões de reais pelo BNDES para a instalação de um laboratório de materiais ecológicos. A iniciativa é uma parceria da escola com a empresa Fibra, formada por alunos e ex-alunos da Esdi e pelo empresário Oskar Metsavaht, dono da grife de roupas Osklen. A Fibra tem se destacado pela produção de móveis e pranchas para skate com placas fabricadas com resíduos da agroindústria, como o Banana Plac (de fibra de bananeira) e o compensado de caule de pupunha. Parece coisa de ambientalista, ou de surfista viajandão, mas grandes grupos têm demonstrado interesse por esse tipo de material. Entre essas empresas está a Rolls-Royce, que pretende usá-lo em painéis de automóveis. Mais uma vez a Esdi e seus alunos perceberam uma excelente oportunidade de brilhar na ribalta do design global -- apesar das greves e do prédio caindo aos pedaços.

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Palavras-chave: Design
Nó: 10257

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