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SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO E TECNOLOGIA DE GRUPO
 
 
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Melhores Práticas
Sistemas de Classificação e Tecnologia de Grupo
Criado por sayuri tahara ( USP - NUMA ) em 27 de Janeiro de 2009 - 16:38.
Sumário:
Descrição:

Introdução

A Tecnologia de Grupo (TG) é uma filosofia de manufatura na qual peças ou outros objetos (planos de processo, produtos, montagens, ferramentas, etc.) similares são identificados e agrupados para se aproveitar as vantagens de suas similaridades nas diversas atividades da empresa (projeto, manufatura, compras, planejamento e controle da produção, etc.). Segundo HYER & WEMMERLÖV (1984) o aproveitamento dessas similaridades ocorre de três maneiras:

  • executando atividades similares em conjunto, evitando assim perda de tempo com as alterações necessárias para mudar de uma atividade para outra não relacionada (ex.: a fabricação em seqüência de duas peças com características similares reduz tempo de setup entre as operações);
  • padronizando as atividades similares e relacionadas, focando assim apenas nas diferenças necessárias e impedindo duplicação de esforços (ex.: redução da variedade de parafusos utilizados);
  • armazenando e recuperando informações de forma eficiente, principalmente as relacionadas com um problemas repetidos, reduzindo assim o tempo de procura por informações, bem como eliminando a necessidade de resolver novamente um problema já solucionado (ex.: utilizar em um novo produto, componentes de um outro já existente);
  • realizando as atividades acima estar-se-á também reduzindo a proliferação desnecessária de novos itens (peças compradas e fabricadas, dispositivos de fixação, ferramentas, etc.).

A Tecnologia de Grupo reúne os objetos com atributos similares em famílias, que são definidas por TATIKONDA & WEMMERLÖV (1992) como uma coleção de objetos que dividem características específicas (de projeto, manufatura, compras, etc.) identificadas para um propósito bem definido. Todos os objetos em uma família requerem métodos similares de tratamento e manuseio, e os ganhos de eficiência são atingidos pelo processamento conjunto dessas peças. O projeto e a manufatura são os principais campos de aplicação da TG.

Na manufatura os ganhos de eficiência vêm da: redução dos tempos de setup, programação em seqüência de peças de uma mesma família, melhoria no controle do processo, planos de processo e instruções padronizadas, formação de células de manufatura e aumento da qualidade.

As vantagens no projeto são obtidas principalmente da recuperação de informações, da padronização de itens e conseqüente não proliferação desses itens. Por exemplo, quando os engenheiros recuperam desenhos existentes para suportar novos produtos e quando peças são padronizadas para prevenir sua proliferação.

Segundo TATIKONDA & WEMMERLÖV (1992), três tipos de atividades são necessárias na implementação da TG:

  • determinação dos atributos críticos dos objetos que representarão o critério para esse pertencer ou não a uma família;
  • alocação dos objetos para as famílias estabelecidas;
  • recuperação dos membros da família e as informações relativas;
  • representação da família e suas classes por atributos sob a forma de códigos ou numa base de dados relacional.

Na execução dessas atividades de implementação da Tecnologia de Grupo, os sistemas de classificação surgem como uma poderosa ferramenta de auxílio. Segundo TATIKONDA & WEMMERLÖV (1992), os Sistemas de Classificação podem assistir a Tecnologia de Grupo nas atividades de implementação fornecendo uma estrutura para classificar os objetos em famílias baseada em atributos selecionados para esses objetos.

Diversos Sistemas de Codificação e Classificação (SCC) foram desenvolvidos nas últimas décadas, sendo selecionados de acordo com as necessidades de cada empresa, não existindo um sistema universal. Esses sistemas iniciaram com o uso de códigos alfanuméricos, porém com o avanço da tecnologia da informação alguns deles têm representado as características das peças através de atributos em bases de dados relacionais. GROOVER (1987) e HYER & WEMMERLÖV (1984), resumem os principais benefícios de um SCC bem projetado:

  • formação de famílias de peças e células de máquinas (utilização pouco empregada atualmente, uma vez que já existem algoritmos matemáticos específicos e mais eficientes para esse tipo de aplicação; por ex.: algoritmo genético);
  • recuperação efetiva e rápida de desenhos, projetos e planos de processos;
  • racionalização e redução de custos em projetos;
  • padronização do projeto do produto;
  • estatísticas de peças seguras e confiáveis;
  • estimativa acurada dos requisitos das máquinas-ferramenta, carga de máquina racionalizada e gastos otimizados de capital;
  • racionalização de ferramental e redução do tempo de preparação da máquina e do tempo total de produção;
  • racionalização do projeto do ferramental e redução do tempo e do custo do projeto e fabricação do ferramental;
  • padronização de processos e ferramental;
  • racionalização do planejamento e programação da produção;
  • contabilidade de custos e estimativa de custos mais acuradas;
  • melhor utilização das máquinas-ferramenta, dispositivos e mão-de-obra;
  • melhoria da programação do NC, e uso efetivo de máquinas e centros de usinagem;
  • estabelecimento de uma base de dados principal.

Na utilização de Sistemas de Classificação, para apoio à implementação da Tecnologia de Grupo, é importante que a estrutura de classificação atenda aos objetivos de aplicação, e sejam flexíveis para suportar futuras alterações no produto ou introdução de novos de produtos, novas tecnologias de produto e processo, e integração da base de dados. A habilidade dos sistemas de classificação mais recentes (os quais não utilizam códigos) de armazenar os atributos exatos da peça em base de dados relacional aumenta muito a flexibilidade e a facilidade de uso, mas não reduz a importância de decidir qual dado deve ser capturado.

Com o advento dos sistemas gerenciadores de base de dados relacional, os princípios acima expostos puderam ser adotados, fazendo com que os SCC baseados em códigos de muitos dígitos caíssem em desuso, pois ele era dúbio e a classificação de um produto dependia em demasia da habilidade da pessoa que o codificou. Além disso esses códigos não permitiam uma evolução dos critérios adotados para o significado de um dígito. Se um dígito, por exemplo, representasse uma faixa de valor de uma dimensão, essa faixa deveria ser sempre significativa para empresa. O código não serviria, se houvesse uma necessidade de se identificar produtos com diferentes valores de dimensão dentro daquela faixa. Isso é eliminado com o uso de base de dados, pois o valor exato de cada produto é armazenado e a busca pode ser mais precisa.

Hoje estão surgindo sistemas de gerenciamento de componentes e suprimentos (CSM - component supplier management), que oferecem o suporte para busca de componentes além de uma empresa específica. Isto promete revolucionar a busca por componetes semelhantes no desenvolvimento de produto (vide sites relacionados)

Muita confusão tem ocorrido entre a Tecnologia de grupo (TG), e os sistemas de classificação e o projeto de células de manufatura. Deve estar bem claro que o sistema de classificação é um meio para a implantação da TG, e a célula de manufatura é uma das aplicações de TG.

Artigos

GROOVER, M.P. (1987). Automation, production systems, and computer integrated manufacturing. Englewood Cliffs: Prentice Hall. ( Disponível na biblioteca da EESC - USP ).

HYER, N. L.; WEMMERLÖV, U. (1984). Group technology and productivity. Harvard Business Review, v.62, n.4, p.140-149. (t:835)

TATIKONDA, M.V.; WEMMERLÖV, U. (1992). Adoption and implementation of classification and coding systems: insights from seven case studies. International Journal of Production Research, v.30, n.9, p.2097-2110. (t:834).

HYER, N. L.; WEMMERLÖV, U. (1985). Group technology oriented coding systems: structures, applications, and implementation. Production and Inventory Management, 2nd quarter, p.55-78. (t:859)

HYER, N. L.; WEMMERLÖV, U. (1989). Group technology in US manufacturing industry: a survey of concurrent practices. International Journal of Production Research, v.27, n.8, p.1287-1304. (t:833).

ROZENFELD, H.; OLIVEIRA, C.B.M. (1997). Codificação e estruturação de produtos em ambientes integrados de manufatura. São Carlos. Máquinas e Metais. (t: 363).

Sites Relacionados

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Palavras-chave: Sistemas de Classificação e Tecnologia de Grupo
Nó: 10014

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